1o Festival de Capoeira de Alagoinhas reuniu e homenageou Mestres de Capoeira, valorizando e incentivando a expressão cultural genuinamente brasileira

Parte da história da capoeira do município foi contada hoje, 22 de maio de 2022, no 1o Festival de Capoeira de Alagoinhas. Quem esteve presente em seu encerramento pôde conhecer um pouco mais do movimento capoeirista na cidade, iniciado pelos pioneiros Mestre Ademir e Mestre Reginaldo. Realizado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo (SECET), com emenda da vereadora Juci Cardoso, o evento contou com a participação da Associação de Capoeristas e Academias de Capoeira de Alagoinhas e Região – ASACA. A programação começou na sexta-feira (20), com uma roda de capoeira aberta na Praça Rui Barbosa. No sábado (21), teve oficina de confecção de berimbau, festival de cantigas de capoeira, samba de roda e roda aberta no Mercado do Artesão. Divulgação Neste domingo (22), aconteceu, também no Mercado do Artesão, uma Mesa Solene, homenagens aos Mestres Vivos e Póstumos, além das rodas de mulheres, de Mestres e aberta. Os Mestres vivos homenageados foram Zé Pretinho, Ferro Velho, Santa Bárbara, Paranhos, Luiz, Damasceno e Balbino. As homenagens póstumas foram rendidas aos mestres Ademir Carvalho de Santana, Major Reginaldo José de Santana (aluno de Mestre Pastinha), José Freitas (responsável por introduzir a capoeira em São Paulo), Genildo Góes Xavier (professor do Mestre Sucuri) e Clóvis Boaventura, pai do Mestre Iran Boaventura, Humberto Lima Primo e Rubens Lima Primo. Mestre Humberto foi ex-aluno da professora Iraci Gama, morto após participação nas lutas armadas durante a Ditadura Militar. Junto com Mestre Rubens, alcançou o maior destaque no município. Na década de 90, seu método, desenvolvido a partir das sequências do mestre Bimba, foi retomado pelo Mestre Rubens Primo e Mestre Paranhos, em sua homenagem. Divulgação O secretário da Educação Gustavo Carmo manifestou a importância do fortalecimento do coletivo e do interesse da Secretaria da Educação (SEDUC) na aplicação da capoeira na Rede Municipal de Ensino, o que está previsto no Projeto de Lei 009/2022, que sugere a inclusão da Capoeira no currículo escolar, “dentro do audacioso plano de Educação em Tempo Integral que estamos implementando”. O Prefeito Joaquim Neto enfatizou os benefícios da Capoeira para a saúde, “o que se pode perceber no vigor e na vitalidade dos mestres com quase 80 anos de idade. É um esporte ancestral, tradicional e conta a história do nosso Brasil”. A primeira-dama Ludmilla Fiscina falou do papel social da modalidade (que ela praticou por 3 anos), “sobretudo nas periferias da cidade, sendo fator de integração, resistência cultural, de motivação pessoal e superação das adversidades”. Divulgação A vereadora Juci Cardoso contou como o seu encontro com a capoeira despertou a sua consciência de raça. “Pior coisa é esquecer quem nós somos. Precisamos transformar a dor em luta. A capoeira é a mais genuína expressão de resistência”. Para a secretária de Cultura, Esporte e Turismo Iraci Gama , o Festival de Capoeira é “o iniciador de um movimento de valorização da expressão cultural, por meio do trabalho educacional, renovando as proposições para que a capoeira tenha o merecido lugar dentro da comunidade de Alagoinhas”. Ela lembrou o trabalho da SECET na valorização da cultura afro-brasileira, com o mapeamento e identificação dos terreiros, e no combate à intolerância religiosa. Divulgação Os Mestres Brito, Ferro Velho e Paranhos comemoraram a realização do festival. “É um marco histórico”, declarou o Mestre Brito, reivindicando políticas púbicas voltadas para a capoeira. “Isso é um dever do estado e um direito nosso”. Com 52 anos de prática, Mestre Ferro Velho disse que o aprendizado da capoeira é diário. “Levarei a sério esse trabalho até o final da minha vida”. Grande divulgador da capoeira de Alagoinhas, Mestre Paranhos declarou que antes de se formar um capoeirista, é preciso formar um cidadão. “Assim aprendi e assim defendo”. Vice-presidente do Conselho de Mestres da Associação Brasileira de Capoeira Angola, Mestre Zé Pretinho orgulhou-se de seus ex-alunos, “muitos deles receberam vários títulos, que muita gente nem sonhava, foram sementes que semeei em um processo construído aos pouquinhos”. Fotos: Roberto Fonseca e Divulgação Parte da história da capoeira do município foi contada hoje, 22 de maio de 2022, no 1o Festival de Capoeira de Alagoinhas. Quem esteve presente em seu encerramento pôde conhecer um pouco mais do movimento capoeirista na cidade, iniciado pelos pioneiros Mestre Ademir e Mestre Reginaldo. Realizado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo (SECET), com emenda da vereadora Juci Cardoso, o evento contou com a participação da Associação de Capoeristas e Academias de Capoeira de Alagoinhas e Região – ASACA. A programação começou na sexta-feira (20), com uma roda de capoeira aberta na Praça Rui Barbosa. No sábado (21), teve oficina de confecção de berimbau, festival de cantigas de capoeira, samba de roda e roda aberta no Mercado do Artesão. Divulgação Neste domingo (22), aconteceu, também no Mercado do Artesão, uma Mesa Solene, homenagens aos Mestres Vivos e Póstumos, além das rodas de mulheres, de Mestres e aberta. Os Mestres vivos homenageados foram Zé Pretinho, Ferro Velho, Santa Bárbara, Paranhos, Luiz, Damasceno e Balbino. As homenagens póstumas foram rendidas aos mestres Ademir Carvalho de Santana, Major Reginaldo José de Santana (aluno de Mestre Pastinha), José Freitas (responsável por introduzir a capoeira em São Paulo), Genildo Góes Xavier (professor do Mestre Sucuri) e Clóvis Boaventura, pai do Mestre Iran Boaventura, Humberto Lima Primo e Rubens Lima Primo. Mestre Humberto foi ex-aluno da professora Iraci Gama, morto após participação nas lutas armadas durante a Ditadura Militar. Junto com Mestre Rubens, alcançou o maior destaque no município. Na década de 90, seu método, desenvolvido a partir das sequências do mestre Bimba, foi retomado pelo Mestre Rubens Primo e Mestre Paranhos, em sua homenagem. Divulgação O secretário da Educação Gustavo Carmo manifestou a importância do fortalecimento do coletivo e do interesse da Secretaria da Educação (SEDUC) na aplicação da capoeira na Rede Municipal de Ensino, o que está previsto no Projeto de Lei 009/2022, que sugere a inclusão da Capoeira no currículo escolar, “dentro do audacioso plano de Educação em Tempo Integral que estamos implementando”. O Prefeito Joaquim Neto enfatizou os benefícios da Capoeira para a saúde, “o que se pode perceber no vigor e na vitalidade dos mestres com quase 80 anos de idade. É um esporte ancestral, tradicional e conta a história do nosso Brasil”. A primeira-dama Ludmilla Fiscina falou do papel social da modalidade (que ela praticou por 3 anos), “sobretudo nas periferias da cidade, sendo fator de integração, resistência cultural, de motivação pessoal e superação das adversidades”. Divulgação A vereadora Juci Cardoso contou como o seu encontro com a capoeira despertou a sua consciência de raça. “Pior coisa é esquecer quem nós somos. Precisamos transformar a dor em luta. A capoeira é a mais genuína expressão de resistência”. Para a secretária de Cultura, Esporte e Turismo Iraci Gama , o Festival de Capoeira é “o iniciador de um movimento de valorização da expressão cultural, por meio do trabalho educacional, renovando as proposições para que a capoeira tenha o merecido lugar dentro da comunidade de Alagoinhas”. Ela lembrou o trabalho da SECET na valorização da cultura afro-brasileira, com o mapeamento e identificação dos terreiros, e no combate à intolerância religiosa. Divulgação Os Mestres Brito, Ferro Velho e Paranhos comemoraram a realização do festival. “É um marco histórico”, declarou o Mestre Brito, reivindicando políticas púbicas voltadas para a capoeira. “Isso é um dever do estado e um direito nosso”. Com 52 anos de prática, Mestre Ferro Velho disse que o aprendizado da capoeira é diário. “Levarei a sério esse trabalho até o final da minha vida”. Grande divulgador da capoeira de Alagoinhas, Mestre Paranhos declarou que antes de se formar um capoeirista, é preciso formar um cidadão. “Assim aprendi e assim defendo”. Vice-presidente do Conselho de Mestres da Associação Brasileira de Capoeira Angola, Mestre Zé Pretinho orgulhou-se de seus ex-alunos, “muitos deles receberam vários títulos, que muita gente nem sonhava, foram sementes que semeei em um processo construído aos pouquinhos”. Fotos: Roberto Fonseca e Divulgação

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