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Histórias de superação marcam ação da Prefeitura de Alagoinhas no combate e prevenção ao câncer de mama

 

Foto: Roberto Fonseca

No mês de prevenção ao câncer de mama, a Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria de Assistência Social (SEMAS), preparou uma série de iniciativas para levar informação e acolhimento à população, sobretudo ao público feminino. Nesta segunda-feira (25), o CRAS de Boa União foi palco de uma ação, que reuniu a comunidade para dialogar a respeito da doença que mais mata mulheres no Brasil, mas pode ser curada com um diagnóstico precoce.

As fundadoras da Associação de Oncologia de Alagoinhas participaram da atividade, compartilhando experiências e alertando sobre a necessidade do autocuidado .  Ana Lopes já passou por 8 cirurgias, foi desenganada pelos médicos, mas conseguiu se recuperar, mantendo um tratamento há 18 anos;  Zenaide da Silva Nascimento tirou toda a mama, substituindo-a por uma prótese; e Jardinele Santos que também lutou e venceu  um câncer de mama.

Foto: Roberto Fonseca

A Associação nasceu em 2013, dentro de um micro-ônibus, quando as três mulheres estavam indo fazer  tratamento em Salvador. “A gente só pode evitar o pior com prevenção. Se não nos unimos, não pegamos força para vencer”, disse Ana.

No dia 30 de outubro acontecerá uma caminhada, saindo da praça Rui Barbosa, às 7h, com direção ao terreno, doado pela prefeitura,  onde será construída uma casa de acolhimento para pessoas em tratamento oncológico. De acordo com ela, “Joaquim teve um olhar diferente para a gente. Ele é um  prefeito querido e muito sensível! Só temos a agradecer”.

Foto: Roberto Fonseca

Jandira Alves dos Santos Batista, moradora de Boa União, descobriu a enfermidade em 2012 ao observar um líquido marrom que houvera saído do bico do seu seio.  Hoje recuperada, ela passou por  8 sessões de quimioterapia e 28 de radioterapia. “É preciso se aceitar para enfrentar o problema. Não é fácil, mas não é impossível. A resistência em qualquer tratamento não ajuda”.

Ela também relatou o quanto receber a atenção dos amigos e familiares foi importante para sua recuperação. “O isolamento não é nada benéfico. Muita gente se esconde por vergonha. Também tem aquelas que deixam de ir ao médico por medo do resultado, o que é pior, pois pode não dar tempo para a cura”.

Foto: Roberto Fonseca

Também residente em Boa União, Jaci Marli precisou retirar um quadrante do seio para se recuperar do câncer de mama que teve em 2014, quando seu filho tinha 10 anos de idade. “Passei por um momento difícil, descobri que eu tinha mamas densas o que dificultou o exame, mas tocando descobri que tinha um nódulo”. Ela contou que perdeu  cabelos e amigos, “mas tive apoio muito forte do meu esposo, primos e primas, que caminharam junto comigo. Continuo na batalha, pois ainda estou em medicação. Não abaixei a cabeça em nenhum momento, olhava o exemplo de Jandira e aumentava a minha fé”.

Foto: Roberto Fonseca

Outra questão levantada durante o bate-papo foi o machismo de muitos maridos, que não deixam a mulher fazer o  preventivo com médicos do sexo masculino e também da resistência ao exame da próstata.  Segundo o coordenador da Assistência Social Básica da SEMAS, Washington Flávio, “as falas feitas aqui hoje nos acordam para a necessidade da mulher se tocar e também  da fragilidade e do machismo, no caso do homem, com relação ao câncer de próstata. Sensibilizar as mulheres para a necessidade do autocuidado é o nosso papel”, complementou Washington.

Ao longo da semana, as demais unidades do CRAS, o CRAM e o CREAS receberão a atividade “Caminhos da prevenção: acolhimento, serviços  e informações”; CRAS Praça do CEU (26/10); CRAM Nova Brasília (27/10); CRAS Riacho da Guia (28/10); e CREAS (29/10).

Fotos: Roberto Fonseca

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